Artigo - Vigilância e Família, por P. Osmar Resende
- Alex Fraga

- 10 de ago. de 2025
- 2 min de leitura

Domingo no Blog do Alex Fraga é dia de artigo com o pároco da Igreja Nossa Senhora do Salete (Primavera do Leste MT), Pe. Osmar Resende, com "Vigilância e Família".
VIGILÂNCIA E FAMÍLIA
Osmar Resende sdb
De vez em quando é bom pensar no sentido da vida. Donde viemos? Para onde vamos? Pensar na eternidade.
Jesus nos convida a estarmos sempre vigilantes (Lc 12,32-48). De um lado nos incita ao desapego dos bens. Do outro nos convida a conquistarmos um tesouro nos céus, o verdadeiro tesouro, uma eternidade feliz.
Para conquistarmos este tesouro Jesus nos convida à partilha. Não podemos pensar e agir egoisticamente. Temos que pensar em nosso próximo, nosso irmão.
Mas para isto precisamos ter um mínimo de fé. Acreditar na bondade, na misericórdia de Deus. Um pouco daquela fé de Abraão, que se tornou pai de uma descendência tão grande “como as areias das praias do mar”.
Hoje comemoramos o Dia dos Pais. E dentro do mês vocacional lembramos a vocação do matrimônio, do lar, da família. No Brasil temos a “Semana da Família”. Lembramos a responsabilidade dos pais sobre a educação humana, cristã dos filhos, pela palavra e sobretudo pelo testemunho.
Hoje em dia se fala muito sobre a autoridade dos pais. Muitos perderam o controle da família. Falta paz, harmonia.
A Igreja continua pregando o valor da família, como “célula mater” da sociedade.
Não existe família perfeita. Dom Bosco cujo aniversário de nascimento celebramos no dia 16 de agosto, por exemplo, ficou órfão ainda criança. Faltou aquela presença paterna, compensada, porém, por Mamãe Margarida, mulher forte, corajosa, mas também muito religiosa e como toda mulher, terna e carinhosa. Enfrentou a incompreensão de seu irmão mais velho, Antônio, que não queria que Joãozinho Bosco fosse estudar. Mamãe Margarida, com sua autoridade, com sua sabedoria soube contornar a situação e encaminhá-lo para o bem, para a santidade.
Dom Bosco observou sempre seus sábios conselhos. Levou-a por fim para sua casa em Turim, o Colégio, em que ela exerceu o papel de mãe para muitos jovens e adolescentes. Era o esteio da comunidade, da família. E ao lado de Dom Bosco, como numa verdadeira família, muitos leigos, ajudaram a educar os jovens, apontando um caminho de regeneração, de educação integral, formando “bons cristãos e honestos cidadãos”.





Comentários