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Artigo - Tu és Pedro e sobre esta pedra, por P. Osmar Resende

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Domingo no Blog do Alex Fraga é dia de artigo com o pároco da igreja Nossa Senhora do Salete (Primavera do Leste-MT), P. Osmar Resende, com "Tu és Pedro e sobre esta pedra".


TU ÉS PEDRO E SOBRE ESTA PEDRA...

Osmar Resende sdb


Já ouvimos várias vezes a profissão de fé de Pedro sobre a divindade de Jesus, reconhecendo-o como o Messias anunciado pelos profetas.

Jesus está em Cesareia de Filipe na Galileia (Mt 16,13-20). E aí ele pergunta aos discípulos sobre os comentários que o povo faz a respeito dele, sobre sua pessoa, sua identidade. Eles referem a Jesus o que o povo diz: “uns dizem que é João Batista, outros Elias, outros Jeremias, ou algum dos outros profetas.”

Então Jesus provoca os próprios discípulos: “E vós quem dizeis que eu sou?” Pedro toma imediatamente a palavra e afirma categoricamente: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.

Jesus então confia a Pedro, o líder dos apóstolos, a missão de evangelizar, de coordenar a Igreja, que mais tarde se organizaria e permanece viva até os dias de hoje. “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. E lhe dá as chaves da autoridade, do poder que se transmite de geração em geração até os dias de hoje, através da sucessão apostólica, apesar de todas as limitações humanas, dos conflitos, dos desafios.

Jesus pergunta a cada um de nós se acreditamos realmente que Ele é o Filho de Deus, o Messias, nosso Salvador.

Isso é o fundamento de nossa fé. O Cristianismo surgiu a partir dessa crença na divindade de Jesus.

Mas essa afirmação, essa crença traz consequências. Se acreditamos que Jesus é realmente o Filho de Deus nossa vida deve ser coerente com aquilo que ele pregou, que ele falou, que ele viveu. Coerente com as consequências da fé, do anúncio do Evangelho, da salvação, da convivência fraterna.

Exige de nós uma opção radical, compromisso com o projeto missionário de Jesus, o Reino de Deus.

Jesus é, de certa forma, perigoso, porque ele ataca questões fundamentais do ser humano, da humanidade, como a justiça, a paz, a fraternidade. Mas o faz com imensa bondade, ternura, compreensão, compaixão.

Ele nos questiona, a cada um de nós, pessoalmente. Mas, ao mesmo tempo se mantém próximo de nós e quer que estendamos essa proximidade a todos aqueles que Deus coloca em nosso caminho, em nossa história.

 
 
 

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