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Artigo - Parábola do pobre Lázaro

Atualizado: 1 de out. de 2022

O artigo deste domingo no Blog do Alex Fraga do P. Osmar Resende, sdb, da Paróquia Dom Bosco de Guarapuava (PR) intitulado: Parábola do pobre Lázaro


PARÁBOLA DO POBRE LÁZARO

Osmar Resende SDB


Conversando com meu irmão em Portugal (Lisboa) ele me dizia do triste retrato do Brasil na Europa: assaltos, roubos, corrupção, droga, injustiça. E se analisarmos os nossos noticiários não passa disso.

Em nossa realidade vemos pessoas que de madrugada já estão catando lixo reciclável. Ao mesmo tempo vemos aqui e acolá, bêbados, drogados. Recentemente tivemos um mega assalto, que virou notícia nacional e internacional.

Enquanto isto reina a apatia, a indiferença da sociedade.

O Profeta Amós (Am 6,1-7) condena as desigualdades: luxo, mordomia de alguns, ao passo que a maioria permanece na fome, na miséria. Já São Paulo, escrevendo a Timóteo (1Tm 6,1-16) recomenda a “justiça, piedade, fé, amor, firmeza, mansidão” para com as pessoas, sem preconceito, sem discriminação.

No Evangelho de Lucas (Lc 16,19-31) temos a Parábola do Pobre Lázaro. Jesus certamente tem como referência Séforis, Tiberíades, Jerusalém, onde a classe dominante, a elite vivia na maior mordomia, enquanto os pobres, os trabalhadores viviam em condições degradantes.

Na parábola vemos o rico elegante, que se banqueteava todos os dias e o pobre Lázaro a mendigar as migalhas, os restos de comida, à porta do rico. Sua consolação era os cachorros que lambiam suas feridas. Existe uma crença de que a saliva dos cães ajuda a curar as feridas. No texto do Evangelho não se diz qual a atitude do rico, mas se presume que era de total indiferença, falta de compaixão. E, portanto, do outro lado da vida haveria uma contraposição. O pobre haveria de fartar-se enquanto o rico padeceria porque não foi capaz de compadecer-se.

Voltando à nossa realidade. De um lado vemos a indiferença de muitos, o preconceito. Outro dia me disseram que alguém dizia que os pobres vivem assim por opção pessoal. Sim, existem muitos corações de pedra, que não se sensibilizam com a dor, com o sofrimento alheio. Em compensação vemos, por exemplo, pessoas voluntárias da Pastoral Carcerária, que se dispõem a visitar as cadeias, os presídios, praticando uma das obras de misericórdia preconizadas por Jesus. Os responsáveis pelas unidades prisionais que procuram oferecem um ambiente mais humano, com possibilidades de trabalho interno (jardinagem, horta, fábrica de bonecos, utensílios). Temos os vicentinos que vão atrás dos mais necessitados, para tentar suavizar sua carência, seu sofrimento. As obras sociais que procuram promover as pessoas, os jovens, as famílias. Os albergues que acolhem as pessoas desprotegidas. As clínicas de recuperação de dependentes químicos. E tantas outras atividades meritórias.

Enfim, existem muitas fórmulas de ajudar o próximo, começando pela prática da justiça e, na medida do possível, praticando alguma ação de solidariedade, de acordo com as necessidades das pessoas e a possibilidade de quem ajuda, apoia

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