Artigo - O semeador saiu a semear, por P. Osmar Resende
- Alex Fraga

- 12 de jul.
- 2 min de leitura

Domingo no Blog do Alex Fraga é dia de artigo do pároco da Igreja Nossa Senhora do Salete (Primavera do Leste MT), P. Osmar Resende, sdb, com "O semeador saiu a semear".
O SEMEADOR SAIU A SEMEAR...
Osmar Resende sdb
Jesus gostava de falar em parábolas para que as pessoas pudessem entender melhor sua mensagem do Reino de Deus.
Assim é que temos várias parábolas do Reino de Deus: Em Mateus encontramos a parábola da semente, do joio, do grão de mostarda, do fermento, do tesouro, da pedra preciosa, da rede.
Hoje Jesus nos conta a Parábola da Semente (Mt 13,1-23), ou, se quiser do semeador.
Certamente já vimos várias vezes a Parábola do Semeador.
O semeador saiu a semear. Parte da semente caiu à beira do caminho. Os pássaros vieram e levaram tudo. É comum hoje em dia ver pássaros na beira da estrada para comer as sementes de soja, ou de milho que caem no caminho.
São comparáveis àquelas pessoas em que a mensagem cristã entra por um ouvido e sai pelo outro. Pessoas superficiais, não vestem a camisa. Outro dia vimos a reação da Argentina no jogo contra o Egito. Reagiram até o último momento. Derramaram seu suor, gastaram suas energias, sua técnica, seu espírito coletivo. Oxalá acontecesse isso em nosso Cristianismo.
Outra parte das sementes caíram em terreno pedregoso. Não cria raízes. São aquelas pessoas que diante do sofrimento, da dificuldade, do desafio e, às vezes da perseguição, desanimam. Porque a palavra, a semente não entrou profundamente, na mente, no coração. Sopra o vento da contradição, da violência e derruba os bons propósitos, os sonhos de uma vida profundamente humana e cristã.
Outra parte, ainda, caiu no meio dos espinhos. As preocupações da vida, as ilusões sufocam a palavra, a mensagem, a experiência do Reino de Deus.
Muitas pessoas participam dos retiros, dos encontros de Cursilho, Lareira, de casais e agora dos Acampamentos e mudam radicalmente a vida. Mas outros desanimam e se deixam levar pelo comodismo, pela vida antiga, pelos velhos vícios, entranhados, arraigados no interior da pessoa.
Mas, graças a Deus, a semente cai também em muito terreno bom. E produzem muitos e bons frutos.
No fundo somos como uma lavoura que tem diversos tipos de terreno. Precisamos corrigir o terreno e fazê-lo produzir frutos de bondade, mediante uma vida sacramental, de oração, mas também de comunhão, de solidariedade, de fraternidade.
Temos os bons exemplos dos primeiros cristãos, descritos nos Atos do Apóstolos, que apesar de todos os problemas, tentavam viver o sentido da partilha, da ajuda aos mais necessitados, a luta pela justiça, sustentados pela oração, pela vida sacramental
Somos também nós convidados a lutar por um mundo melhor, mais humano, mais divino, mais fraterno.





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