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Artigo - O Fariseu e o Publicano, por P. Osmar Resende

Atualizado: 28 de out. de 2022

O artigo deste domingo no Blog do Alex Fraga do P. Osmar Resende, sdb, da Paróquia Dom Bosco de Guarapuava (PR) intitulado: O Fariseu e o Publicano.

O FARISEU E O PUBLICANO

Osmar Resende SDB


Jesus nos conta a Parábola do “Fariseu e o Publicano” (Lc 18,9-14). Outro domingo Jesus nos falava da necessidade da insistência na oração. Hoje ele nos fala da humildade.

É interessante notar a postura do fariseu e do publicano no templo. O fariseu, o homem da lei, o fiel, o observante, o religioso, se põe de pé, orgulhoso no templo e faz sua oração arrogante: “Obrigado, Senhor, porque não sou como os demais, injustos e pecadores”. Ao passo que o publicano, isto é: o cobrador de impostos se coloca à distância, de cabeça baixa e bate no peito, dizendo: “Meu Deus, tende compaixão de mim, que sou pecador”.

O fariseu fala de seus jejuns, dízimos e se esquece das obras de caridade, da compaixão pelos últimos. Pensa que só com suas orações farisaicas está justo diante de Deus. Jesus não veio destruir a antiga lei, mas veio aperfeiçoá-la, colocando as coisas no seu devido lugar, ou seja, dando precedência ao amor, à caridade para com o próximo, sobretudo os mais humildes, os mais necessitados.

Hoje há o perigo de nos considerarmos melhores do que os outros. O perigo do clericalismo, dos padres e também dos leigos.

O publicano confia na bondade, na misericórdia de Deus.

A oração por excelência é a oração do Pai Nosso, ensinada pelo próprio Jesus, em que reconhecemos nossa filiação divina, podendo chamar a Deus de Pai. Pai de todos, sem distinção de classe, de raça, de cor. Pedimos que venha o Reino de Deus, reino de justiça, de paz, de amor. Pedimos perdão de nossos pecados, enquanto nos propomos perdoar o próximo e visto que somos todos pecadores, pedimos que não nos deixe cair em tentação, livrando-nos de todo mal.

O Salmo 50 (51) também nos coloca no clima da oração do publicano. Reconhecemos nosso pecado, nossa iniquidade e pedimos a Deus que nos lave, nos purifique de nossos pecados.

“Não são os sadios que precisam de médico”, diz Jesus. “Não vim chamar os justos, mas os pecadores”, diz-nos o Mestre.

Assim, portanto, aprendamos com o publicano a orar humildemente, reconhecendo nossa fragilidade, nosso pecado e, ao mesmo tempo, confiando em sua misericórdia.

Lembramos também o Dia Mundial das Missões. Como cristãos, somos discípulos missionários. Devemos rezar pelos missionários e, na medida do possível, contribuirmos para a evangelização, na busca de um mundo mais fraterno, mais humano, em meio a tanta violência, na iminência de uma terceira guerra mundial.

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