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Artigo - Marta e Maria, por P. Osmar Resende

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • 20 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Sexta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de artigo com o pároco da Igreja Nossa Senhora do Salete, de Primavera do Leste (MT), com P. Osmar Resende, sdb, com Marta e Maria.


MARTA E MARIA

Osmar Resende sdb


Jesus vai da Galileia a Jerusalém e visita a família de Lázaro em Betânia (Lc 10,38-42).

Jesus havia ressuscitado Lázaro que era seu grande amigo e aceitou o convite para um jantar em sua casa (Jo 12,1-2).

Marta estava a trabalhar preparando o jantar e Maria fazia sala pra Jesus, escutando suas palavras, conversando com ele, numa atitude de discípula. Num dado momento Marta repreende Maria e questiona Jesus sobre a atitude de Maria.

Jesus elogia Maria, que está aí em atitude de escuta, de diálogo com Ele. E ao final adverte Marta que se preocupa com tantas coisas e, de certa forma, se esquece do essencial. E chega a dizer que Maria escolheu a melhor parte.

São Bento propõe aos beneditinos e aos cristãos em geral o lema: “Ora et Labora”. Reza e trabalha. As duas coisas são importantes.

Já Dom Bosco dizia que “o trabalho é oração”. Logicamente que se refere ao trabalho pelo Reino de Deus. Em seu processo de canonização, a vida de Dom Bosco foi questionada. Chegaram a perguntar quando é que Dom Bosco rezava, pois era um homem, um padre de muita ação. Uma atividade intensa. Mas em sua defesa surgiu a pergunta: “Quando é que Dom Bosco não rezava”, pois, sua vida era uma oração constante, uma entrega total ao projeto do Reino de Deus em sua dedicação tota aos jovens, sobretudo aqueles mais pobres e abandonados.

Na vida cristã o trabalho e a oração são duas atitudes fundamentais e se completam.

Hoje em dia temos a Igreja de Santa Marta em Betânia. O Papa Francisco morava no edifício Santa Marta.

Como cristãos devemos estar em contínua oração. Agradecendo e louvando a Deus o dom da vida, cada dia de nossa existência, tantas coisas maravilhosas que nos acontecem; a Natureza, a convivência, a vida sacramental oferecida pela Igreja e tantas coisas mais.

Devemos também conversar com Deus, pedindo sua ajuda constante, pois, como diz São Paulo: “Eu por mim nada posso, mas posso tudo naquele que me fortalece” (Flp 4,13). Devemos, sim, estar atentos à voz interior de Deus, de Jesus, que fala ao nosso coração e nos ajuda em nosso discernimento quotidiano.

A família de Lázaro acolhe Jesus. A atitude de acolhida é uma virtude eminentemente cristã. Quando vemos tanta discriminação, tanta indiferença, vemos este exemplo de acolhida.

A acolhida, porém, deve estar revestida de amor, de doação.

Na Igreja somos convidados constantemente à oração, a missa, os sacramentos, os grupos de oração. Mas não podemos esquecer a ação, o engajamento concreto no serviço da igreja, dos irmãos, com amor, através das pastorais, dos movimentos de conversão e perseverança na fé, no amor, na caridade.

 
 
 

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