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Artigo - Fazer a vontade de Deus, por P. Osmar Resende

Domingo no Blog do Alex Fraga é dia de artigo com o pároco da igreja Dom Bosco, de Guarapuava (PR), P. Osmar Resende, com Fazer a vontade de Deus.


FAZER A VONTADE DE DEUS

Osmar Resende SDB


Jesus conta uma parábola aos sacerdotes e anciãos do povo (Mt 21,28-32) em que o pai convida um filho a trabalhar na sua vinha e este responde prontamente que iria, mas não vai. Convida um segundo que diz não, mas acaba indo.

Jesus quis dizer àquelas pessoas que muita gente promete fazer a vontade de Deus, seguir seu caminho, porém não o fazem. Ou seja: falta coerência em seu agir. Recebem todos os dons, a graça de Deus, mas não correspondem ao seu amor.

Na realidade, em nosso interior, percebemos os desígnios da vontade de Deus, mas, às vezes reagimos negativamente. Mas outras pessoas, apesar de sua resistência interior inicial, depois resolvem seguir a própria consciência e fazer boas obras.

O segredo da felicidade, da verdadeira felicidade, consiste justamente em fazermos o discernimento e seguir a própria consciência, iluminada pela sabedoria divina.

Neste sentido, até o último momento de nossa existência podemos fazer uma revisão de nossa vida e abraçar a causa de Cristo, do Evangelho, implícita ou explicitamente.

São Paulo nos diz na Carta aos Filipenses: “Jesus assumindo a condição humana, esvaziou-se a si mesmo, humilhou-se, fazendo-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fl 2,7s) nessa busca da vontade de Deus.

Jesus estabelece diálogo com pessoas tidas como pecadoras, impuras: cobradores de impostos, prostitutas, leprosos, etc. Eis que vai na casa de Zaqueu e Mateus, cobradores de impostos, classe odiada pelos judeus e se banqueteia com eles. Não se importa com o que os outros pensam, dizem. Vai como emissário da misericórdia de Deus. Aceita que uma prostituta lhe perfume os pés, lhe acaricie com seus cabelos, numa cena idílica e poética, em nome da aceitação, da misericórdia divina.

Como seria hoje se Jesus viesse em carne e osso? Certamente acolheria os bêbados, mendigos, os drogados, aidéticos, a escória da sociedade.

E nós, como ficamos nesta história? Será que estamos dispostos a rever nossas estruturas mentais, nossas ideias preconcebidas, em favor de uma abertura de mente e coração? Será que deixamos a mensagem humana e divina de Jesus penetrar em nosso ser, em nossa vida, em nossa existência?

Fé e coerência é o que se exige de nós.

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