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Artigo - Domingo de Ramos, por P. Osmar Resende

Domingo no Blog do Alex Fraga é dia de artigo do P. Osmar Resende, pároco da Igreja Dom Bosco de Guarapuava - PR, com "Domingo de Ramos".



DOMINGO DE RAMOS

Osmar Resende


Iniciamos a Semana Santa com o Domingo de Ramos. Lembramos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém (Mt 21,1-11).

Alguns detalhes me chamam a atenção. Jesus ao chegar em Jerusalém é acolhido por uma multidão. Jesus não chega de helicóptero no centro da cidade. Não. Ele chega naturalmente pela periferia. E na periferia das cidades geralmente encontramos os pobres. Os mais pobres.

Na versão de Mateus Jesus pede a seus seguidores que providenciem um animal para que pudesse montar, “um jumento, filho de uma jumentinha”. O que me faz lembrar Madre Teresa de Calcutá que certa vez com Dom Hélder Câmara nos Estados Unidos, quando se apresentavam para uma conferência, eram aplaudidos e ela diz simplesmente que estava ali como uma “burra velha” a carregar Jesus, que merecia os aplausos.

Voltando ao assunto, Jesus entra triunfalmente em Jerusalém. Mas quando entra no centro político, administrativo, religioso de Jerusalém é condenado pela elite, que temia perder seus privilégios com a mensagem revolucionária de Jesus, que pregava a justiça, a fraternidade, a solidariedade e, inclusive, o perdão.

Pilatos, representando o Império Romano, lava suas mãos. E o povo que ali estava (certamente não mais aquele que o acolhera na periferia) prefere o bandido Barrabás e condenam a Jesus (Mt 27)

Jesus é alçado ao alto da cruz no Monte Calvário. Aí, na sua misericórdia, ainda clama pelo povo: “Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem.”

E ao ladrão arrependido: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso”.

Aí, num gesto carinhoso, diz a sua mãe, referindo-se ao jovem João: “Mulher, eis aí o teu filho”. E a João: “Eis aí tua mãe”.

Jesus, o Servo Sofredor, profundamente humano, sente-se desamparado e profere: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”

Jesus tem sede de justiça, de amor e de água também: “Tenho sede”.

E ao final: “Tudo está consumado”. “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”.

Nesta Semana Santa aproveitemos para nos confrontar com Jesus, com sua pessoa, com sua mensagem. E nos preparemos para a santa Páscoa, a passagem da morte para a vida, através da Ressurreição.

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