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Artigo - A conversão de Zaqueu (Lc 19,1-10), por P. Osmar Resende

O artigo deste domingo no Blog do Alex Fraga do P. Osmar Resende, sdb, da Paróquia Dom Bosco de Guarapuava (PR) intitulado: A concersão de Zaqueu.

A CONVERSÃO DE ZAQUEU (Lc 19,1-10)

Osmar Resende SDB


Jesus, certa vez, ia atravessando a cidade de Jericó, perto de Jerusalém, de Betânia. Aí havia um tal de Zaqueu que era um publicano, um funcionário público, cobrador de impostos, a serviço de Roma. Era portanto odiado pelos judeus, tanto mais que não seguia os preceitos judaicos.

Pois bem, Zaqueu ouviu falar de Jesus, sua fama de grande pregador, curador e se antecipa, corre e sobe num sicômoro, árvore da família das figueiras (fícus), devido à multidão que seguia Jesus. Jesus percebe e ao passar pelo sicômoro se comunica com Zaqueu e se convida para ir na casa dele. E vai, provocando a ira dos fariseus, pelo fato de estar na casa de um pagão, considerado grande pecador, corrupto. Depois de uma longa conversa, em que Jesus toca seu coração com sua presença, suas palavras, seu testemunho, Zaqueu, se converte, se compadece e promete dar metade de seus bens aos pobres e devolver quatro vezes mais o que havia extorquido, roubado.

Zaqueu não promete fazer jejum, penitência, ir ao templo, rezar mil ave-marias, fazer a quaresma de São Miguel. Mas, se compadece, e resolve partilhar seus bens. Jesus veio procurar e salvar o que estava perdido.

Jesus não discrimina o rico. Vai ao seu encontro e lhe propõe a compaixão, a partilha, a alegria de servir, de amar. Zaqueu se compadece dos pobres e resolve partilhar. Ele desejava ser feliz. E encontrou o caminho da felicidade em Jesus, em sua pessoa, em seus ensinamentos.

Jesus diz a Zaqueu e a todos nós para termos um coração desapegado dos bens econômicos, materiais para nos plenificar com o amor, a ternura de Deus. Continua a dizer à sua Igreja para que se torne mais leve, menos autoritária, menos farisaica.

Somos convidados a ser discípulos missionários, a estarmos dispostos a nos desprender dos bens, para poder ser mais leve, mais transparente, mais sensível à dor humana e à misericórdia divina.

Neste sentido temos o exemplo de São Francisco de Sales (daí o nome de Salesianos). Estamos comemorando o quarto centenário de sua morte. Ele era de família nobre e renunciou aos seus bens para se dedicar à causa do Evangelho, com sua paciência, com sua mansidão, ele que tinha um temperamento colérico. Um de seus lemas, “tudo por amor, nada por força”continua a inspirar os salesianos e a humanidade que busca o caminho da felicidade, no lar, na família, na escola, na sociedade.

Deus não é “carga pesada”. Antes, pelo contrário, na pessoa de Jesus vem nos trazer a leveza espiritual, o sentido da vida, a felicidade.

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