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Artigo - A Compaixão de Jesus, por P. Osmar Resende



Domingo no Blog do Alex Fraga é dia de artigo do P. Osmar Resende, sdb, da Paróquia Nossa Senhora de Salete, de Primavera do Leste (MT), com A Compaixão de Jesus.


A COMPAIXÃO DE JESUS

Osmar Resende SDB


Várias vezes nos Evangelhos vemos manifestações da bondade, da misericórdia, da compaixão de Jesus.

No episódio de hoje (Mc 1,40-45), quando Jesus desceu da montanha, onde estava a orar, um leproso, aproxima-se dele, lançou-se por terra, prostrou-se e implorou-lhe: “Se queres, tens o poder purificar-me”.

Jesus se compadeceu, estendeu a mão, tocou-o e lhe disse: “Eu quero, sê purificado”. Imediatamente desapareceu a lepra e ele ficou curado, purificado.

Tal como na cura da sogra de Pedro, a gestualidade é muito significativa. Em primeiro lugar, o leproso se prostra diante de Jesus, reconhecendo, segundo Marcos, a divindade, o poder de Jesus.

Jesus estende a mão, toca o leproso. Não tem medo. Não tem preconceito contra a pessoa com sua lepra, considerado impuro, segundo a lei mosaica.

Contrariando Jesus, o leproso divulga o fato de sua cura e as pessoas procuram Jesus, vindo de toda parte.

Mas Ele, segundo Lucas, retirou-se a lugares solitários para orar (Lc 5,16).

Jesus, de certa forma, era um transgressor da Lei, porque em sua escala de valores, a Vida, a salvação, a libertação, a cura, estava acima das regras, de algumas tradições judaicas, como considerar o doente, o leproso, como uma pessoa impura, no sentido espiritual.

Jesus sempre manifesta proximidade, ternura para com os pobres, pecadores, doentes, sofredores. Ele se compadece, “comove-se até as entranhas” (cf Mc 1,41), pois, segundo a tradição judaica, as entranhas são o lugar dos sentimentos, das emoções.

Vivemos numa sociedade, em que reina a indiferença, a apatia. Cada um se isola em seu pequeno mundo, cego, indiferente diante do sofrimento, da dor do próximo, do irmão. Jesus, não. A todo instante vemos Jesus que se compadece das pessoas: “ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela...” (Mc 6,34).

Jesus não fazia discriminação. Hoje em dia, alguém que se coloca ao lado dos pobres, dos marginalizados, é também excluído, condenado por setores da sociedade.

Esta semana lembramos São Jerônimo Emiliani, fundador da congregação dos somascos, que, convertido, dedicou-se ao serviço dos pobres, marginalizados, inclusive das prostitutas.

Jesus nos convida a sermos generosos, compassivos para com as pessoas que nos circundam, com as quais convivemos em nosso dia a dia.

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