Artes Visuais - Jonir entrou para a Pinacoteca de São Paulo
- Alex Fraga

- 6 de out.
- 2 min de leitura

Fernanda Figueiredo e Mazé Torquato Chotil, respectivamente sobrinha e amiga do pintor Jonir Figueiredo (Corumbá, MS, 1954 – Bonito, MS, 2025), estiveram com a equipe da Pinacoteca de São Paulo na última quinta-feira para a doação do quadro Mapa do Paraíso – Pantanal, Brasil (2022, tinta sobre tela, 48 x 116 cm).
Na ocasião, o curador da Pinacoteca, Thierry Freitas, destacou a felicidade da instituição em receber o trabalho de Jonir, artista do Centro-Oeste, para integrar a coleção — um acervo marcado por paisagens, no qual a do Pantanal tem grande significado e vem enriquecer ainda mais os arquivos da instituição.

Fernanda Figueiredo, sobrinha do artista e que, de certa forma, o teve como pai, falou da emoção deste dia. Ela recordou que Jonir, desde a infância, a introduziu, juntamente com sua irmã, no mundo das artes. O ateliê de Jonir ficava ao lado da casa da avó, onde as meninas passavam grande parte do tempo. “Vivíamos lá”, disse ela. “Ele nos ensinava a traçar de maneira adequada, a usar pincéis pequenos, tinta guache… Todo o meu contato com a arte começou através dele.”
Fernanda contou ainda que acompanhou de perto o crescimento do artista, seu desejo de conhecer outros estados e países, de descobrir novas realidades — mas sempre sem esquecer o Pantanal, lugar de suas memórias de infância e que ele nunca se cansava de retratar.

Ela lembrou também da série Mapas do Paraíso, inspirada em verdadeiros mapas feitos à mão por seu avô, que, como membro da Marinha Brasileira, produzia desenhos cartográficos para suas próprias necessidades. Fernanda revelou o desejo de reencontrar os originais desses trabalhos que tanto influenciaram Jonir.
A obra será catalogada e passará pelos trâmites legais antes de ser exposta e disponibilizada para pesquisa no site do acervo da Pinacoteca.





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