• Alex Fraga

Arte Visual – Luiz Xavier e suas novas telas no ateliê Cleber Molduras

Um dos mais importantes artistas visuais do Mato Grosso do Sul, Luiz Xavier Lima, - o Luiz Xavier, mesmo com esse período de pandemia, não parou de trabalhar e agora está com novas obras e que poderão ser vistas e adquiridas em Campo Grande (MS), no ateliê da Cleber Molduras (Rua Antônio Maria Coelho, 708 – Fone 99937-5222). Belos trabalhos como sempre e por isso é considerado um dos seguidores principais do estilo Salvador Dali. O diferencial é que Luiz Xavier mergulha sempre no nosso regionalismo tão rico de detalhes que somente um artista como ele sabe fazer através de sua sensibilidade com suas obras surrealista.


Em entrevista exclusiva ao Blog do Alex Fraga, Xavier afirmou que as três obras que estão no ateliê do Cleber Molduras, são quadros surrealistas que fez, pois vem do subconsciente. Disse que muitas pessoas até acham que o surrealismo é um sonho e que acredita que também faz parte, mas que, no entanto direciona esse sonho como se ele estivesse assistido pelo próprio sonho dentro de uma realidade. “O meu surrealismo vem com os pés no chão. Talvez com a cabeça nas nuvens, mas com os pés sempre no chão ligado numa certa responsabilidade com a ecologia, com o alerta que faço com a atenção do mesmo, pensamento, reflexão acerca da vida descuidada em nosso planeta pela maioria das pessoas. Infelizmente não há uma consciência sobre isso na humanidade, portando sempre tenho uma maneira lutar pela natureza com meus recursos, meu jeito, divulgando assim a beleza que ela é, sua complexidade e o apelo que ela própria faz para protegê-la”.


O artista visual afirmou que assim como pintou as telas – uma com surrealismo, mas levando a paisagem e a natureza. Outras duas paisagens foram com animais que visam sensibilizar e mostrar a luta deles, o trabalho que desenvolvem, a função que têm na natureza, a luta pela sobrevivência. “Enfim o que eu impregno nestes trabalhos é o dia-dia da realização deles, pois as obras não feitas de um dia pra noite ou vice versa. São inúmeras horas e dias com seus detalhes. Pode ser considerada uma técnica antiga, mas isso não vem ao caso para a arte contemporânea. A técnica não importa muito para mim, pois o que importa mesmo é a ideia. Então a simplicidade que fiz nas outras duas telas, que são paisagens, (apenas vamos dizer assim), elas levam essa retribuição que eu faço pelo amor que sinto que Deus tem por nós. A natureza é uma coisa maravilhosa. Sem ela, nenhum ser humano sobrevive. Esses trabalhos são também um chamativo, um apelo, pois a natureza tem essa função. Eu dou essa função quando pinto uma paisagem. Ela não é pano de fundo ou algo decorativo. As obras que faço querem mostrar e retribuir o amor que as pessoas têm pelo meu trabalho, pois muitas gostam da paisagem”.



Por fim, Luiz Xavier acrescenta dizendo que faz um “feedback” com as pessoas que gostam da sua arte. “Eu faço essa janela abrir com meu relacionamento dos expectadores do meu trabalho. FIco feliz e deixo elas interpretarem ao “bel prazer”, pois cada obra é um organismo vivo, independente do artista. É apenas é gerada por mim e prefiro que ela tome conta do meu ser, da minha mente, do espirito e da minha mão para que ela seja gerada e nasça. Na verdade é um parto! Então nasce e tem vida própria. Independente da minha interpretação, diz muita coisa. Sempre espero que as pessoas entendam e percebam. É isso que quero! Talvez não é entender, mas é um motivo para sentir. Tem mais a ver com o espiritual do que o emocional, pelo menos essa é minha intenção”, disse.

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