• Alex Fraga

Arte - Cultura do MS lançada em vídeo nesta sexta na Espanha


Nesta sexta-feira, (25), às 20h (Espanha) – 16h (Brasilia) e 15h (Mato Grosso do Sul), será lançado o vídeo “O Camiño da Cultura”, produto final do Doutorado Sanduíche na Facultade de Filoloxía da Universidade de Santiago de Compostela, financiado pela CAPES, de Flavio Zancheta Faccioni. O vídeo conta com intervenção do prof. Dr. Elias J. Torres Feijó (Universidade de Santiago de Compostela/Rede Galabra) e interpretação da canção “Trem do Pantanal”, de Geraldo Roca e Paulo Simões, pelo próprio Flavio Faccioni. O material fala sobre a cultura e música de Mato Grosso do Sul. Quem quiser acompanhar a transmissão é só acessar o Link: https://youtu.be/X5GRDNReIOk A apresentação é da professora Dra. Beatriz Busto Miramontes, etnomusicóloga, doutora em Antropologia Social na Universidade de Santiago de Compostela/Rede Galabra. "Costumamos ver a música como um elemento significativo no qual podemos encontrar a identidade coletiva de um povo, de uma comunidade, de um grupo. Fazemos isso como se a identidade fosse algo anterior à criação musical; como se a música que cantamos fosse o que somos, mas só depois de sermos nós. Mas a música constrói, por si mesma. Não só é um reflexo sonoro da identidade cultural de um povo, mas a música constrói a própria comunidade, dialoga com ela, alimenta sua própria narrativa sobre o que ela é. Afinal, a música é feita por músicos e músicas e eles e elas são seres conectados com uma experiência do mundo, do território, da comunidade; eles e elas são arquitetos, na dimensão efêmera e imediata da música, do que somos.", descreve a professora. Beatriz Busto Miramontes acrescenta ainda que nesse documento e na música que o acompanha – Trem do Pantanal – canta-se, na contemporaneidade, como a identidade de Mato Grosso do Sul é algo que se produz ao vivo e através da música de seus cantores. Fala da identidade de um território atravessado – e porque atravessado, conectado – por um trem que tece, costura “sobre todos os trilhos da terra” avançando pelo Pantanal na experiência coletiva de uma identidade que talvez não finque suas raízes em a profundidade da história, mas diz-se hoje, através da sua música. "Pois bem, o trem atravessa o Pantanal da mesma forma que a música atravessa nossos corpos quando cantamos juntos e a partir daí, dessa experiência atravessada, nos narramos no mundo".

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